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Bono Vox quer maior controle sobre downloads para coibir pirataria

Postado por Nátaly Dauer em 04/01/2010 12:40
Blog: 50% Geek

Karmômetro (?)

excelente
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Líder da banda irlandesa U2 cita o download ilegal de arquivos em seu top 10 para a próxima década.

Por Nátaly Dauer

O cantor irlandês Bono Vox pediu, este sábado, em uma lista de 10 ideias para os próximos 10 anos, um maior controle sobre a propriedade intelectual de arquivos da internet, alegando que a prática do compartilhamento ilegal prejudica principalmente os criadores de produtos culturais, como compositores e escritores – especialmente os menos famosos que, ao contrário de sua própria banda, não pode obter lucro com receita de espetáculos e merchandising.

A única coisa que protege as indústrias do cinema e da TV de acabarem com o mesmo destino dos arquivos musicais e dos sites de notícias é o tamanho dos arquivos, afirma o líder da banda U2 em um artigo para sua coluna no jornal americano The New York Times.

Ele acredita que “as leis imutáveis de largura de banda” mostram que a tecnologia está há poucos passos de permitir downloads de filmes inteiros em apenas alguns segundos, algo negativo em sua opinião.

O cantor afirma ainda que os esforços dos Estados Unidos para combater a disseminação da pornografia infantil na internet mostram que é perfeitamente possível rastrear o conteúdo disponibilizado online, destaca o site de notícias iAfrica. Outro exemplo citado pelo cantor foram os “ignóbeis esforços” da China para rastrear e censurar conteúdo que o governo do país considera ofensivo ou separatista. Vale lembrar que esses mesmos esforços louvados por Bono são continuamente criticados por ele mesmo, que é conhecido por seu ativismo humanitário e sua ligação com a Anistia Internacional.

O site TorrentFreak rebate os argumentos do cantor, dizendo que o crescimento do download não autorizado de programas de TV aponta que o público não encontra o que deseja nos canais oficiais, sendo o preço um fator importante, mas que os programas não precisariam necessariamente ser gratuitos.

O site afirma ainda que atender à demanda dos consumidores, a um preço acessível, deveria ser a meta da indústria de TV e cinema na próxima década, pois combater os arquivos na internet sufocaria não apenas os consumidores, mas também seus próprios negócios.

Já o site de notícias da CNET disse que o texto de Bono surpreende, pois a maioria dos artistas omite sua opinião sobre downloads ilegais por medo de perder fãs, como aconteceu com a banda Metallica em 2000, após seu baterista Lars Ulrich, ter comprado briga com o maior programa de compartilhamento de arquivos da época, o Napster. Até o momento, o único que “dava a cara a tapa” e participava da polêmica era o empresário do U2, Paul McGuinness.


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Comentários Comment

  1. comentário de Heloisa

    Karmômetro (?)

    excelente

    É simplesmente lamentável que alguém do ramo musical ainda pense assim em 2010. Entenda, querido Bono, a revolução digital já aconteceu e a livre distribuição de conteúdo já é uma realidade. Se você quer ganhar dinheiro no ramo, pense em uma solução mais criativa. Cobrar por conteúdo não é mais o caminho.

    Quanto ao que o senhor Vox disse sobre o cinema, isso é uma grande bobagem. Hollywood fechou 2009 com uma bilheteria de mais de 10 bilhões de dólares, mesmo com filmes de graça na internet e no camelô por “déisrreal”. Por que isso? Simples: porque o cinema não é só conteúdo, e sim user experience. Se Hollywood vivesse só dos filmes em si, já teria falido faz tempo. Mas o cinema vive da telona, da pipoca, das salas em 3D, coisas pelas quais os espectadores ainda estão dispostos a pagar. Pensem nisso, caros barões da indústria da música. Ninguém mais tá afim de pagar por conteúdo. Mas estamos, sim, dispostos a pagar por novidades e experiência. Coisa que os empresários do ramo musical têm deixado de lado para dar prioridade a uma guerra sem sentido contra a livre distribuição de conteúdo.

    Postado por Heloisa em 04/01/2010 10:49

  2. comentário de Felipe Diego

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Me surpreende mesmo o bono vir com uma dessa… mais um marionete de gravadora!

    eu sou mais dessa linha de pensamento…:

    “Lute pela a desconstrução do modelo de propriedade intelectual criado pelo
    capitalismo, pois ele é um dos principais meios para manter a reserva de conhecimento, a concentração de poder e riqueza no mundo, e como
    consequência manter a desigualdade social e a injustiça estrutural de
    nosso modelo de desenvolvimento.”

    Castor Ruiz, filósofo

    Postado por Felipe Diego em 04/01/2010 11:31

  3. comentário de Darkus

    Karmômetro (?)

    polêmico

    este sistema de propriedade intelectual já é completamente falido e datado, já passou da hora dele e do próprio capitalismo ir ao chão…

    é graças ao capitalismo burro que estamos tendo estes desequilíbrios ecológicos e é ele que com certeza cavará nossa cova se não mata-lo primeiro!

    Postado por Darkus em 04/01/2010 12:19

  4. comentário de silvio feitosa

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    O modelo de propriedade intelectual, junto das gravadoras e seus preços abusivos sao verdadeiros zumbis neste seculo.
    Quanto ao lucro, acho que uma saida legal, que vejo ser utilizada pelos produtores de videos de skate brasileiros, seria colocar propagandas nos sites e videos…ou, na minha cabeça, a banda lançar o album em .zip e colocar, dentro do .zip, junto dos mp3, algumas propagandas leves, ou no site da banda.
    Acho isto uma saida bem mais inteligente do que esta luta zumbi que ocorre atualmente.

    Postado por silvio feitosa em 04/01/2010 14:02

  5. comentário de Daniel

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Querem acabar com a pirataria? É simples: abolir mundialmente qualquer método de gravação em meio digital e voltar a gravar em vinil, pronto! Fácil assim hehehehehehehehe

    Enquanto houver transmissão de dados por meio digital, haverá pirataria. Não adianta esses bilhardários do showbiz internacionais chorarem pelas jacuzzis de champanhe derramadas. Acabou mesmo, não se fica mais milionário por força de gravadora nenhuma. Agora o cara tem que mostrar que é bom fazendo música pra quem realmente gosta e paga entrada de show, ou então lucrando com propaganda em site, como supracitado. Ralar bonito, de verdade, botar o pé na estrada e a cabeça pra funcionar. A fonte milionária do mundo do showbiz secou; as gravadoras estão agonizantes, e vai ser difícil um artista ter tanta influência mundial. As pessoas vão querer consumir música de fontes variadas, bandas pequenas, outros países e influências.

    Quanto ao mundo dos filmes, espero ver o mesmo resultado, fazendo multiplicar as pequenas salas de cinema, produtores independentes etc. Os grandes estúdios passarão pela mesma crise das gravadoras. Quero ver a rasteira comer bonito nessa turma.

    Postado por Daniel em 04/01/2010 16:01

  6. comentário de Rodrigo Souza

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    A Lei de mercado básica, oferta e procura, deveria ser levada em conta. Baixem o preço das músicas, tem cada vez menos gente querendo comprar e o preço continua o mesmo. Tá aí o erro. Essas gravadoras, vou te contar.. sugam o máximo do artista e repassam o mínimo usando o p2p como principal culpado.

    Postado por Rodrigo Souza em 04/01/2010 17:26

  7. comentário de MLG

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    A todos dos camelôs que conheço, afirma que os CDs e DVDs piratas vem todos da capital, e a produção caseira representa uma parte minúscula deste mercado.

    Alias, a produção caseira nem tem condições de concorrer com produções industriais, que alimentam todo o mercado negro.

    Os altos preços de CDs e DVDs “oficiais” são propositais – É simplesmente uma forma de “endoutrinar” o povo à procurar pela pirataria.

    Assim, as gravadoras jogam TODA a culpa na internet, sendo que elas mesmas praticam pirataria em escala industrial, para lucrar mais vendendo sem imposto, sem dar garantia ao cliente, e sem pagar a porcentagem devida ao artista

    Um dono de gravadora, contou para um radialista que conheço, que mais de 95% do lucro envolvendo “comércio de mídias” por parte das gravadoras no Brasil, vinha desse esquema gigantesco de “Caixa 2”.

    De vez enquando, quando os artistas desiludidos ameaçavam denunciar eles sobre o assunto, eles pagavam para uma “assessoria de imprensa” ir à TV e fingir que estavam lutando contra a pirataria – Com direito até a showzinho de destruição de CDs por um rolo compressor – e então eles se articulavam, comunicando-se entre todas as gravadoras para “jogar o artista no freezer” e não fazer mais nenhum CD ou DVD, ou qualquer trabalho, e entravam em contatos com as produtoras locais para se negarem a fazer qualquer show dos artistas, e também com as rádios, para simplesmente não tocarem mais qualquer música dos infelizes.

    Assim, o máximo que um artista pode fazer para ter seus direitos, é ir à mídia convencional com o discurso surrado “combatam a pirataria”, e ao mesmo tempo, estar complacentemente e silencioso com todos os esquemas de Caixa 2 das gravadoras.

    Postado por MLG em 05/01/2010 04:02

  8. comentário de Santoja

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Acho que pagar por conteúdo é perfeitamente aceitável, desde que o preço seja acessível. Todos os sites de venda de conteúdo on-line que conheço hoje em dia, cobram mais caro do que comprar o produto original físico (CD, DVD.. etc), eu acho que isso não é incentivo para o download legal e para a venda de musicas, filmes e livros. Afinal, pra que eu vou pagar 4,90 em cada episódio de uma serie de 24 episódios, ter o trabalho e o saco de baixar, se eu posso comprar um box físico por metade do preço?

    Postado por Santoja em 05/01/2010 09:19

  9. comentário de Felipe Diego

    Karmômetro (?)

    tende a bom

    Interresante essa teoria, meio conspiratória, mas tem sentido. O custo de um CD / DVD prensado, é muito inferior a queima… então NADA, eu disse NADA justifica o preço que se paga…

    Postado por Felipe Diego em 05/01/2010 09:25

  10. comentário de silvio feitosa

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Tem logica o que o MLG postou, bem mais logico do que “crime organizado incentivar a pirataria”…apesar de que a industria audiovisual e midia, hoje, para mim, e o crime organizado, rs.

    Postado por silvio feitosa em 05/01/2010 13:47

  11. comentário de Gilberto Martins

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Creio que o que mais incentiva a pirataria são os preços. Um conhecido meu que está sempre oscilando entre EUA e Brasil comentou que a edição de colecionador de diversos sucessos de cinema (Harry Potter, Star Wars, Dirty Harry e outros), com seus adicionais fantásticos, embalagens maravilhosas, e tantas outras coisas que dificilmente podemos ver aqui custam em torno de US$ 30 – US$ 70. Eu mesmo compraria isto se estivesse a este preço. Aqui, infelizmente chegaria a meio salário mínimo ou mais (normalmente mais).

    Se o Windows que estou usando não tivesse vindo no meu note, COM CERTEZA este não estaria aqui. Uso o OpenOffice por não concordar com o valor ABSURDO do editor de textos e planilha da MS. Para o que eu faço, e é mais ou menos o mesmo que a maioria faz, o Open Office atende PERFEITAMENTE. Pelo menos ultimamente a MS está usando uma política de liberar seus softwares para uso de avaliação por um período razoável, com direito a atualizações e sem ser pirata.

    Infelizmente, desconheço quase todas as boas ferramentas que funcionam em Windows, por 2 motivos: 1) Se eu mesmo repudio a pirataria por ética profissional, seria uma catástrofe se encontrassem um destes softwares em meu note. 2) Isto me obriga a procurar equivalentes OpenSource e/ou Free Software (Livre, e quase sempre gratuito) para as coisas que faço (ou que deveria fazer) no meu note.

    O que me chateia é que ao menos aqui no Brasil, a Lei de Gérson ainda vive fortemente nas nossas práticas. Assim, a maioria de nós (não todos!!!) queremos sempre levar vantagem em tudo.

    Se estas músicas fossem vendidas a preço acessível pela Internet (25 centavos, 1 real, etc) cada uma, seria muito mais interessante para nós, que finalmente teríamos condição de nos afastar da lama, e para o próprio profissional da música, que logo perceberia quais das suas músicas/letras/estilos não são aceitos pelo seu público.

    Claro, este “mundo ideal” depende de uma série de outros fatores: mudança em nosso conceito de moral e ética (alguém ainda lembra das aulas de EMC no ensino fundamental ???), verdadeira liberação de acesso à internet por preços justos (é impressionante a diferença do que a Oi oferece no Nordeste e no Sudeste !!!) e uma revisão de nossa política salarial, o que dependeria de muitas outras mudanças, como tributos e etc.

    Afinal de contas, uma sociedade cresce quando sua múltipla necessidade é solucionada. Não basta apenas resolver um problema, todo o sistema deve ser contemplado.

    Postado por Gilberto Martins em 05/01/2010 17:24

  12. comentário de Nátaly Dauer

    Karmômetro (?)

    tende a bom

    Apesar de gostar do Bono, concordo que é perda de tempo lutar contra o compartilhamento de arquivos, e como disse o Silvio Feitosa, as coisas já mudaram e é preciso que as gravadoras arrumem um jeito de tornar o fato lucrativo, ou vão perecer, como espera o Daniel, rs.
    E sim, como a maioria aqui reclama (e eu também!!), os preços aqui são muito absurdos, especialmente se pensarmos nos CDs de consoles tipo o Wii, que são vendidos legalmente por R$250 e informalmente por R$5 (já com lucro!!). O que justifica esse abuso?

    Postado por Nátaly Dauer em 05/01/2010 17:33

  13. comentário de New York Bankruptcy Lawyers

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    ue seriam seguidas por seus parentes e amigos, o que possibilitaria que todos se sentissem muito mais próximos uns dos outros. Mas desde então os usuários se apropriaram do serviço para uma série de usos, desde conversas entre amigos e indicações de links a

    Postado por New York Bankruptcy Lawyers em 26/01/2011 02:18

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